Compositor: Oliver Philipps
Quando a briga chegou ao fim
E a amargura prevaleceu
Encontrei refúgio atrás de uma espessa casca de silêncio
E para me proteger da dor
Aprendi a virá-la contra você
Fiz dela a faca que executou minha forma de violência
E tudo o que restaria
Eram as memórias tão amargas e doces
E o pensamento de tudo o que poderia ter sido
Fico acordado à noite
Assistindo ao desfile
Dos fantasmas de todos os nossos filhos e filhas não nascidos
Você me abriu e tirou
Tudo o que ainda estava vivo por dentro
E então você jogou minha casca vazia de volta na água
E tudo o que restou
Foram as memórias tão amargas e doces
E eu me pergunto se você pensa em mim agora
Deponha, deponha essa cruz que você carrega nas costas
Expulse os demônios que se sentam no seu pescoço
Não os deixe continuar a cravar suas garras fundo na sua carne
E eu sei que não é fácil para você
Mas não é só você que sente a dor
Do fundo deste buraco
Minha mão está se estendendo
Desejando tocar algo com meus dedos
Há apenas um vazio absoluto
E o único som que eu ouço
É o eco do meu choro silencioso que perdura
E nada restará
Senão uma casca encalhada numa praia
Testemunhando uma vida há muito perdida
Deponha, deponha essa cruz que você carrega nas costas
Expulse os demônios que se sentam no seu pescoço
Não os deixe continuar a cravar suas garras fundo na sua carne
E eu sei que não é fácil para você
Mas não é só você que sente a dor
Vazio absoluto
Som que eu ouço
Vazio absoluto
Som que eu ouço
E nada restará
Senão uma casca encalhada numa praia
Testemunhando uma vida há muito perdida
Deponha, deponha essa cruz que você carrega nas costas
Expulse os demônios que se sentam no seu pescoço
Não os deixe continuar a cravar suas garras fundo na sua carne
E eu sei que não é fácil para você
Mas não é só você que sente a dor